De 10 de abril a 1º de maio, Belo Horizonte se recebe um dos principais encontros de artes cênicas da América Latina: o ECUM 2011 - Encontro Mundial das Artes Cênicas. O encontro, que comemora 13 anos, é um espaço de reflexão, discussão e compartilhamento de pensamentos, ideias, processos criativos e espetáculos.
Toda a programação do ECUM 2011 – primeiro módulo do 7º Fórum Internacional Teatros da Radicalidade é gratuita, mediante inscrições antecipadas e retiradas de senha duas horas antes de cada atração no local do evento. Na programação, com curadoria da diretora e professora Maria Thais/SP, Programa Especial: Workcenter of Jerzy Grotowski and Thomas Richards - aniversário de 25 anos com encontros, oficinas e workshops com os coordenadores Thomas Richards e Mario Biagini, e o Programa Complementar com estudiosos e pesquisadores da obra de Grotowski: o diretor colombiano do Teatro Varasanta, Fernando Montes, e a professora da UNI-Rio, atriz e diretora de teatro, Tatiana Motta Lima.
Integram também a programação do 7º Fórum Internacional Teatros da Radicalidade I o Programa Homenagem a Yuyachkani - aniversário de 40 anos do Grupo Cultural Yuyachkani (Peru), e apresentação de Mostra de Espetáculos, ambos com curadoria do consultor artístico Fernando Mencarelli e do coordenador geral Guilherme Marques. Os espetáculos são Aqueles Dois - Luna Lunera BH/MG; O Dragão - Cia Amok Teatro RJ/RJ e Esta Noite Mãe Coragem, - ZAP 18 BH/MG.
O evento acontece no Espaço Funarte (Casa do Conde) e no Teatro do Oi Futuro Klauss Vianna – mediante inscrições antecipadas e retiradas de senhas duas horas antes de cada atração no local do evento.
Mais informações e inscrições no site oficial do ECUM.
Dia 15 de abril é o Dia Mundial do Desenhista, a data escolhida remete ao nascimento do mestre italiano Leonardo da Vinci (em 1452), que usava o desenho como instrumento para compreender a realidade.
O Portal do Ilustrador propõe uma campanha para movimentar esta data que representa um importante reconhecimento do trabalho. Independente da área de atuação, traço ou estilo, queremos que o desenhista faça sua parte mostrando que este país tem muito mais profissionais, amadores e iniciantes nessa área do que se imagina.
A PROPOSTA
Faça um encontro dos desenhistas da sua cidade no dia 15 de abril de 2011 (sexta-feira). Pode ser em um bar, restaurante, praça, casa de um amigo ou qualquer outro lugar, o importante é reunir os desenhistas (lembre-se que mais de uma pessoa já faz uma grande festa) e comemorar a data. Tirem fotos e enviem para o Portal do Ilustrador, criaremos um tópico especialmente sobre o Dia Mundial do Desenhista para divulgar todas as manifestações.
Faça também um vídeo, pode ser caseiro, queremos ouvir o que os desenhistas têm a dizer sobre a profissão. Na filmagem, responda as perguntas e declare-se:
- "O que é ser desenhista para você? O que você mais aprecia na profissão? "
Todos os vídeos serão postados no Portal do Ilustrador e, após o recebimento de todo o material, editaremos e faremos um "mini documentário", que será divulgado na internet.
CONTATO COM O PORTAL DO ILUSTRADOR
contato@portaldoilustrador.com
Nesta data, 31 de março de 2011, o Estudantenet relembra os principais momentos do movimento estudantil, 47 anos depois do estado de exceção vivido pelo Brasil através da instauração do regime militar
31 de março de 2011. Neste dia, o golpe militar que derrubou João Goulart e resultou em uma ditadura militar que se estendeu por duas décadas completa 47 anos. Tropas do Exército, em Minas Gerais e São Paulo, deflagraram o movimento que levou o então presidente a deixar o país e conduziram Carlos Castelo Branco ao comando. Quando se aproxima à data, muitos movimentos sociais lembram com pesar este capítulo da história brasileira.
Este ano, no entanto, o assunto trouxe à tona polêmicas consideráveis. Sem referência direta à decisão do Exército de retirar a "comemoração" de 1964 de seu calendário oficial, clubes militares, no dia 24 de março, emitiram nota saudando o golpe que apeou Jango do poder. Jair Bolsonaro (PP-RJ), deputado federal, em uma entrevista recente, também avaliou que seus "gurus" na política são todos os presidentes da Ditadura Militar e defendeu a vitalidade do regime. Para esses, os anos de chumbo, que se configuraram em supressão de direitos e garantias fundamentais, cassação de mandatos, torturas, prisão arbitrarias, desaparecimentos e mortes mereceriam o perdão da história. Contudo, todos esses atos devem, ao contrário, ser revistos e analisados com frieza e crítica para nunca mais se repetirem.
O regime militar, que se estendeu oficialmente até 1985, com a posse de Tancredo Neves em uma eleição indireta no Congresso Nacional, exilou os principais líderes da oposição e diversos artistas populares; aposentou professores de universidades; torturou e matou presos políticos; fechou sindicatos e perseguiu os movimentos estudantis. A resistência a esses feitos reuniu brasileiros com origens e histórias de vidas bastante distintas, mas que compartilharam ideias e tinham em comum um projeto de nação inviabilizado com a democracia interrompida.
Os anos obscuros começam: sede da UNE em chamasO período que antecedeu o golpe foi conhecido como um grande momento de efervescência política e cultural dos estudantes. Estavam em voga as reformas de base proposta por João Goulart, o primeiro presidente a visitar a sede da UNE. Ferreira Gullar, Vinicius de Morais, entre tantos outros, agitavam o cenário cultural com as produções do Centro Popular de Cultura (CPC).
Mas toda essa esperança traduzida nas músicas, festivais, teatro e poesia foi soterrada por um golpe militar. Uma entidade como a UNE, cuja existência estava intrinsecamente ligada à luta pela democracia, sofria com a incompatibilidade de gênios. Tanto que, iniciado o golpe, uma das primeiras atitudes foi incendiar a sede da UNE, revelando a arbitrariedade que tomaria conta do Brasil. Anos depois, já na década de 80, no apagar das luzes do regime, o antigo prédio foi demolido pelo Governo.
O escritor Arthur Poerner, talvez o maior conhecedor da história do movimento estudantil brasileiro, contou para o Estudantenet o momento que avistou o prédio em chamas. Na época, Poerner era redator do diário “Correio da Manhã” que, no dia 31 de março, ainda não sabia qual seria o rumo do Brasil e das notícias. Na manhã no dia 1º de abril, coincidentemente o dia da mentira, deparou-se com a contraposição de imagens. "Saí de Copacabana e estava me dirigindo à redação. Os prédios luxuosos comemoravam o golpe, havia flores e velas. No caminho, em contrapartida, passei pelo prédio da UNE, em chamas. Foi um panorama lamentável", afirmou.
No livro "Memórias Estudantis", de Maria Paula Araujo, o então presidente da UNE, José Serra, relembra toda situação. "Foi muito difícil, porque uma coisa é você prever, fazer a análise: dois e dois são quatro. Outra coisa é você viver aquilo, você tem de alargar o corpo, não é achar que no fundo aquilo não vai acontecer. Quando aconteceu, parecia um pesadelo, na primeira noite que eu dormi, quando eu acordei, juro, eu pensei que tivesse sonhado! Não aconteceu, não aconteceu foi um sonho ruim... nunca tive essa sensação na vida tão forte quanto nesse caso."
A primeira mulher diretora da UNE, Maria de Nazaré Pedrosa, também recorda o momento no livro: "Aí quando eu olhei estava começando a entrar em chamas a Praia do Flamengo 132. O MAC, os grandes cabeças da reação, do que havia de mais reacionário no Brasil, tinham tanto ódio daquela célula ali, o que representava aquele prédio."
Edson Luiz e o difícil 1968As passeatas e organizações estudantis se tornaram ainda mais reprimidas e os estudantes, assim como artistas e intelectuais de esquerda, sentiram-se motivados a agir contra a opressão e violência. Em 1968, a primeira grande manifestação foi em decorrência da morte do estudante Edson Luís no restaurante Calabouço pelos militares. Seu corpo foi velado durante toda a madrugada, recebendo personalidades políticas e populares da época, e o cortejo até o cemitério São João Batista reuniu milhares de pessoas, sendo comparável com o cortejo de Getúlio Vargas. Mais tarde, esta pauta desencadeou outras jornadas e derivou a Passeata dos Cem Mil, no Rio de Janeiro, cuja mobilização resultou em ameaça ao regime, que respondeu com o acirramento da repressão materializado no Ato Institucional n. 5. (AI-5)
Também neste ano, os estudantes foram definitivamente reprimidos no 30º Congresso da UNE, marcado para ocorrer em Ibiúna, São Paulo. Policiais e membros do DOPS fortemente armados entraram sem dó, dando tiros para o alto. Todos presos, inclusive o presidente da UNE, Luis Travassos. Aquele congresso seria marcado por uma forte disputa entre o ex-deputado federal José Dirceu, que era ligado ao grupo que defendia a luta armada, e o estudante Jean Marc Von Der Weid, da Ação Popular (AP), indicado por Travassos. Com a prisão de todos, a eleição acabou não acontecendo, mas o Congresso, que para eleger o presidente ocorre posteriormente através de Congressos estaduais entre novembro de 1968 e abril de 69, empossando Jean Marc, se desenrola no presídio, após o episódio de Ibiúna.
Relembrar é resistirApós 1968, uma série de outros fatos marcaram o percurso da ditadura no Brasil. Honestino Guimarães, estudante e ex-presidente da UNE, desaparecido em 1973, também teve sua história registrada nos anos de chumbo. Foi ele quem segurou a entidade no período mais difícil do regime de exceção, após a instauração do AI-5. A sua representativida é tão grande que a UNE inaugurou recentemente um painel de 18 metros de comprimento e 6 de altura, montado em frente à sede,monde se impõe uma foto deste grande lider estudantil. A invasão da PUC em 1977, que reunia estudantes para o III Encontro Nacional dos Estudantes (ENE), cujo objetivo era tentar reorganizar a UNE, também foi outro terrível acontecimento.
A volta da UNE como entidade legal só aconteceu em 29 de maio 1979, em Salvador (BA). As lutas já haviam sido retomadas em 1975, ano em que houve greves em São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Brasília, encontros de estudantes e reconstrução dos diretórios centrais de estudantes (DCE's) em todo o país.
Dez mil pessoas marcaram presença no Congresso de Reconstrução da UNE, no Centro de Convenções, gritando "a UNE somos nós, nossa força e nossa voz". Estava novamente de pé a entidade. Durante o congresso foram lidas moções enviadas por entidades, sindicatos, organizações populares e por vários presos políticos que ainda pagavam pena por terem defendido liberdade, democracia e melhores dias para o povo brasileiro.
A seguir, grandiosas lutas se travaram e milhares de pessoas foram às ruas junto com o povo exigir Anistia Ampla Geral e Irrestrita, embalados pelo Hino composto por Aldir Blanc e João Bosco que cantava "Meu Brasil, que sonha com a volta do irmão do Henfil, de tanta gente que partiu...sob o choro de marias e clarisses". Conquistada a Anistia, continuaram nas ruas reivindicando Eleições Diretas (Diretas Já!) e Assembléia Constituinte. Foi um período memorável imortalizado na voz de Milton Nascimento, que festejou: "Renova-se a Esperança, nova aurora a cada dia, e há que se cuidar do broto pra que a vida nos dê flor e fruto."
Por isso, a UNE defende hoje o trabalho da Comissão da Anistia, do Ministério da Justiça, que tem descortinado um passado ainda obscuro de nossa história e avançado nas políticas de reparação às vítimas. O Movimento Estudantil lutou intensamente durante o regime militar, e contabiliza inúmeras vítimas.
Vale ressaltar que a entidade só conseguiu recuperar sua casa no dia 1º de fevereiro de 2007, após manifestação histórica pelas ruas da capital carioca, quando milhares de jovens de todas as regiões do país chegaram ao local, derrubaram o portão e armaram um acampamento por alguns meses. O acampamento recebeu a visita de personalidades da política, cultura e outros conhecidos e anônimos que declararam apoio à campanha “UNE de volta para casa”. Posteriormente, os estudantes conseguiram reaver a posse do terreno na justiça e depois a aprovação do projeto de lei que responsabiliza o Estado pela reconstituição da sua sede.
Assista aos vídeos institucionais da Comissão de Anistia:
A União da Juventude Socialista (UJS), junto a outras entidades dos movimentos sociais, irá promover ato pedindo a cassação do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), por conta das declarações dadas ao programa CQC, divulgadas na última segunda-feira (28). A manifestação contra as palavras racistas e homofóbicas de Bolsonaro acontecerá na próxima quarta-feira (6), às 9h30, junto à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
Latuff
Charge de Carlos Latuff sobre as decalrações do deputado Jair Bolsonaro (PP-SP)
Na chamada do ato, a UJS convoca "todos os cidadãos brasileiros para o protesto, em especial os militantes dos movimentos negro e LGBT, a fim de engrossar o coro contra o racismo e também chamar a atenção para a necessidade de se criminalizar a homofobia". A intenção da organização é pressionar os congressistas pelo aprofundamento do processo de investigação por quebra de decoro parlamentar que já está em andamento na Câmara.
Segundo a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), a representação enviada para a Corregedoria da Casa pediu a destituição de Bolsonaro da Comissão de Direitos Humanos, presidida por ela. Segundo Manuela, “não cabe uma pessoa que não defenda esses direitos atuar em uma comissão voltada para esse fim”.
Além do ato, a UJS divulga um abaixo-assinado pela internet em apoio à manifestação, "para que haja representatividade documentada da iniciativa", escreve a entidade em seu portal.
Serviço:
Ato pela cassação de Jair Bolsonaro
Data: 06 de abril (quarta) – às 9h30
Local: Câmara dos Deputados - Brasília
Criado para facilitar o acompanhamento das competições brasileiras, o Calendário Esportivo Nacional chega à sétima edição e este ano traz como tema a quinta edição dos Jogos Mundiais Militares, organizado pelo Conselho Internacional do Esportivo Militar (Cism). É o terceiro maior evento esportivo do mundo, que será realizado entre os dias 16 e 24 de julho, no Rio de Janeiro.
Idealizado pelo Ministério do Esporte, por meio da Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento, o calendário reúne informações sobre eventos esportivos nacionais e internacionais em diversas modalidades. O público em geral poderá acompanhar o que de mais importante acontecerá em 2011 no cenário esportivo. A publicação reúne informações das atividades promovidas por associações, confederações e federações nacionais em um único documento, para que não haja superposição de eventos importantes nos mesmos locais e datas.
Disponível no site do Ministério do Esporte para dirigentes esportivos, gestores, atletas e público em geral, o calendário possibilita o gerenciamento e a preparação de esportistas para as competições, além de facilitar estudos, pesquisas e divulgação dos eventos programados.