Nota de pesar da UBES
Um rapaz de 24 anos entrou na manhã desta quinta-feira na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo (zona oeste do Rio), e disparou diversos tiros contra os alunos. Dez meninas e um menino morreram. O atirador, baleado pela polícia, cometeu suicídio em seguida.Esse ato violento foi cometido contra ESTUDANTES SECUNDARISTAS indefesos que não imaginaram que em sua escola poderiam sofrer tal tipo de ação. Agora se fala em colocar detectores de metal nas escolas e policia na porta para revistar os estudantes na entrada, isso realmente é necessário?
A população precisa buscar novamente os valores que tem se perdido com o tempo, como a valorização da vida e porque não falarmos do desarmamento? O incidente que aconteceu hoje teria o mesmo efeito se o acesso a armas fosse restrito?
É importante esse momento para refletirmos qual o papel da escola diante desses fatos, a violência se faz presente em todos os lugares e precisamos ter um olhar especial aos jovens que sofrem de inúmeras maneiras com isso
A violência é um problema social que está presente nas ações dentro das escolas, se manifesta de diversas formas entre todos os envolvidos no processo educativo. Isso não deveria acontecer, pois escola é lugar de formação da ética da moral e de politização, sejam eles alunos, professores ou demais funcionários.
Muito se diz sobre o combate à violência, porém, levando ao pé da letra, combater significa guerrear, bombardear, batalhar, o que não traz um conceito correto se combatê-la. As próprias instituições públicas utilizam desse conceito errôneo, princípio que deve ser o motivador para a falta de engajamento dessas ações.
Levar esse tema para a sala de aula desde as séries iniciais é uma forma de trabalhar com um tema controverso e presente em nossas vidas, tendo oportunidades momentos de reflexão que auxiliarão na transformação social.
A UBES repudia qualquer tipo de violência principalmente quando envolvem nossos estudantes, reafirmamos a defesa de uma escola melhor que plante o conceito de solidariedade e de convivo sem violência.
Fonte: http://www.une.org.br/
Autor do massacre no Rio teria sofrido bullying
UOL
Colegas de turma de Wellington Menezes de Oliveira, 23, protagonista do massacre no colégio Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, disseram nesta sexta-feira (8) que ele foi vítima de bullying na escola e sempre apresentou comportamento “estranho”.
“Ele aceitava as brincadeiras vindas dos meninos, pelo menos parecia. Mas as das meninas o deixavam muito abalado”, afirma Thiago da Cruz, 23, que fez uma parte do ensino fundamental com Wellington. “Elas, além de zoarem muito o jeito de andar dele e o modo como se vestia, ficavam fingindo ‘dar mole’ e, depois, o ridicularizavam.”
Para Thiago, há um sentimento de culpa. "Alguns ex-alunos se sentem culpados sabendo que inocentes pagarão por um ódio que ele sentia pela nossa turma."
O estudante Márcio Corrêa Gonçalves, 24, lembra que o atirador dizia coisas desconexas. "O Wellington era um cara meio estranho, não falava com quase ninguém. Nas poucas vezes que trocamos algumas palavras, ele disse coisas sem sentido sobre problemas na família, sobre se sentir sozinho sempre", afirmou Márcio, que acompanhou as homenagens às vítimas na porta do colégio nesta sexta-feira.
Com boné tapando o rosto e postura cabisbaixa, o jovem prestava atenção em cada detalhe da movimentação na porta da escola e não quis informar o ano e a série em que ele e Wellington estudaram juntos. De acordo com Márcio, o atirador nunca manifestou interesse aparente por armas de fogo e sofria frequentes gozações do resto da turma.
"Em toda sala de aula, o aluno que é meio estranho acaba sendo 'zoado' pelos outros. Isso é uma coisa que sempre existiu e com o Wellington não era diferente. Alguns desconfiavam até que ele fosse gay", afirmou.
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